Me passaram a letra quando descobriram que escrevia.
As letras escritas apressadamente, duras e imaturas, diziam:
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Para uma Moda de Viola
Quando eu nasci
Recordava do universo.
Um homem sendo assim,
Inocente todo em verso.
Minha mãe já me falava
Do Homem que aqui veio,
E disse muitas, às tardes,
Do criador do firmamento.
Também falou das chuvas
E da dor de mil promessas,
Das falhas dos corretos
E a da ira das favelas.
Liberdade é (penso)
O fim do sofrimento.
Liberdade...
É no fim, (compreendo)
Contentamento.
Quando eu ouvi falar
Da dama que liberta,
Tremi, gelei o sangue.
E temi, sofri a beça.
Tentei pegar coragem
Na mentira e na ganância,
Bati e feri com inércia,
Inventei falsa esperança.
Mas Liberdade é (penso)
O fim do sofrimento.
Liberdade, liberdade,
Fim contentamento.
Liberdade vai (entendo)
Sorrir no meu lamento.
Liberdade quer (agora)
Não ser só pensamento.
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Só isso, para hoje.
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